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Acolher adolescentes em situação de risco pessoal e social e com trajetória de rua e reinseri-los ao convívio familiar e comunitário é o trabalho do Programa Casa Dom Bosco. Criado em 1987, o programa acolhe cerca de 30 adolescentes que perderam laços familiares, todos do sexo masculino, com idade entre 12 a 18 anos. Na obra, o trabalho da equipe se destaca pelo esforço para garantir ao adolescente o direito ao convívio familiar e comunitário, o fortalecimento da sua autonomia e a articulação das redes sociais de apoio ao adolescente. Os adolescentes acolhidos são incluídos no sistema de ensino formal da região e em atividades de iniciação profissional oferecidas pelo poder público ou organizações sociais parceiras. Os profissionais do serviço social atuam no processo de reinserção familiar e comunitária do adolescente por meio de busca e relacionamento com membros da família de origem ou extensa. Na Casa, além de se responsabilizarem pelos cuidados com a organização e limpeza do ambiente e com seus pertences, os adolescentes recebem apoio pedagógico (acompanhamento às atividades escolares) e participam de atividades socioeducativas tais como: o bom-dia e boa-noite, momento reflexivo e espiritual de valorização da vida; EPTE (Educação pelo Trabalho e Escola); e atividades de esporte e de lazer. O Juizado da Infância e Juventude, o Ministério Público, os conselhos tutelares e o Serviço de Abordagem de Rua da Prefeitura de Belo Horizonte são os responsáveis por encaminhar os adolescentes à obra salesiana. Na Casa Dom Bosco, o trabalho é realizado de acordo com o artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata das medidas de proteção às crianças e adolescentes, e com as diretrizes do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Belo Horizonte. Confira, no mapa, onde estão as instalações do Programa Casa Dom Bosco.
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