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Padre Tom Uzhunnalil é libertado após 18 meses

em 09/12/2017

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Fonte: Boletim Salesiano e Info ANS – AustraLasia

O salesiano missionário indiano padre Thomas Uzhunnalil, sequestrado há mais de 18 meses no Iêmen por um grupo de guerrilheiros, foi libertado. A notícia foi divulgada na mídia indiana, segundo a qual o religioso salesiano agora se encontra em Mascate, capital de Omã. A confirmação oficial chegou por meio de um ‘tweet’ da ministra do Exterior indiana, Dra. Sushma Swaraj.

Padre Uzhunnalil fora raptado por um comando armado em 4 de março de 2016, durante um ataque à Casa das Missionárias da Caridade, em Áden, no Iêmen. No ataque morreram 16 pessoas, dentre as quais quatro religiosas.

Originário do Estado indiano do Kerala e hoje com 59 anos, o padre Uzhunnalil no momento do sequestro estava no Iêmen há na missão salesiana iniciada pelo seu tio, padre Matthew Uzhunnalil.

A notícia da sua libertação correu mundo e suscitou grande alegria entre os que há meses esperavam por este dia. “Estou dominada [pela alegria] por essa bela notícia”, comentou ao AsiaNews a irmã Mery Prema, superiora geral das Missionárias da Caridade, cujas irmãs em Áden tinham o padre Tom como capelão. “Louvo a Deus pela sua misericórdia. Nunca perdemos a esperança de que um dia o padre Tom seria libertado. A sua fotografia foi colocada na sepultura de Madre Teresa. As irmãs, os pobres e o povo rezaram todos os dias pela sua libertação. Damos glória a Deus e agradecemos a todos os que rezaram e trabalharam de maneira incansável pela libertação do padre Tom”, completou.

“Exprimimos, antes de tudo, profunda gratidão a Deus pela feliz conclusão desse episódio”, foi o comentário manifestado à ANS por dom Thedore Mascarenhas, secretário geral da Conferência Episcopal da Índia. Em nome dos bispos indianos – que tanto se dedicaram à libertação do seu conterrâneo, a começar pelo presidente da Conferência episcopal, cardeal Baselios Cleemis Thottunkal – dom Mascarenhas quis, ainda, agradecer também ao governo indiano, “que fez todos os esforços pela libertação do padre Tom”, e em particular ao primeiro-ministro, Narendra Modi, e à ministra do Exterior, Sushma Swaraj; ao Papa Francisco, “que se serviu de toda a sua influência”; ao vigário apostólico da Arábia Meridional, dom Paul Hinder, com quem os bispos indianos estiveram “em constante contato”; e ao Reitor-mor e ao inspetor Salesiano de Bangalore, “pela sua paciência e profunda fé”.