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Seja bem-vindo ao site da Santuário São Domingos de Gusmão!

Com grande alegria, acolhemos você que navega por este espaço de fé, oração e comunhão.

Nossa paróquia, dedicada a São Domingos de Gusmão, é uma comunidade viva, cheia de amor a Deus, à Igreja e ao próximo.

Este site é uma extensão do nosso coração pastoral: um canal para estarmos mais próximos de você, que deseja conhecer, acompanhar ou participar da vida de nossa comunidade. Aqui, você encontrará informações sobre missas, sacramentos, pastorais, eventos, formações e muito mais.

Desejamos que esta navegação seja também um caminho espiritual, onde você se sinta tocado pela presença de Deus e inspirado a viver sua fé com mais alegria e compromisso.

Como dizia São Domingos:

“Falemos com Deus ou de Deus!”

Que este espaço seja um lugar para escutar, partilhar e crescer na fé.

Seja muito bem-vindo!

Fotos históricas de Araxá (MG)


Após a construção da Capela de São Domingos, inicialmente de palha, que deu origem ao povoado, surgiram diversas construções esparsas ao seu redor, e o curato foi elevado à Freguesia de São Domingos dos Araxás. O termo “curato” era utilizado para designar aldeias e povoados que já possuíam as condições necessárias para se tornarem freguesias. Essa elevação representava uma mudança significativa na organização social, política e econômica, refletindo a expansão do território colonial e a necessidade de uma administração mais estruturada.

A partir de então, o povoado passou a se desenvolver progressivamente, atravessando diferentes estágios de organização e crescimento. Inicialmente, adquiriu o status de Julgado, um importante marco na administração local , sendo posteriormente elevado à condição de Vila e, mais tarde, à categoria de cidade: Araxá, que, ao longo dos anos, se consolidou como um importante centro regional.

Ao final do século XIX, localidades como Dores de Santa Juliana (atual Santa Juliana), Nossa Senhora da Conceição (Perdizes), São Pedro de Alcântara (Ibiá), Santo Antônio da Pratinha (Pratinha), Antas (Tapira) e Crioulos (Pedrinópolis) integravam o território de Araxá.

Ao longo do século XIX, a paróquia de Araxá foi marcada pela presença de diversos padres seculares que, além de desempenharem papéis relevantes no âmbito religioso, influenciaram profundamente a história e a política local. Entre essas figuras, destaca-se o Padre Thomé Francisco da Silva Botelho, cuja atuação foi significativa para a comunidade. O Padre Joaquim Batista Franco também deixou sua marca, contribuindo não apenas para o desenvolvimento espiritual, mas também para as transformações políticas da região.

Outro nome de grande relevância foi o do Cônego Cassiano Barbosa de Afonseca e Silva, cuja dedicação à paróquia e à sociedade araxaense foi notável, tendo fundado diversas irmandades e lançado a pedra fundamental da Santa Casa de Misericórdia de Araxá. O Padre André Aguirre também exerceu papel de destaque na Igreja local, enquanto o Cônego Pedro Pezzuti, último a atuar antes da chegada dos Salesianos, foi figura-chave na transição para um novo ciclo paroquial.

Todos esses sacerdotes, e muitos outros , com suas trajetórias distintas, contribuíram significativamente para o fortalecimento das tradições religiosas e para o desenvolvimento social e político de Araxá, deixando legados que perduram até hoje.

Com o passar dos anos e a expansão da cidade, a paróquia de São Domingos entrou em um novo tempo: o tempo da presença salesiana. Em 1926, os Salesianos de Dom Bosco chegaram à cidade com a missão de assumir a evangelização da juventude e a animação da Paróquia São Domingos de Gusmão, trazendo consigo o carisma educativo-pastoral de São João Bosco, fundamentado na razão, na religião e no amor.

Essa presença transformou profundamente a realidade local, especialmente por meio do trabalho com jovens, crianças e famílias. A fundação do Colégio Dom Bosco foi um marco importante, funcionando não apenas como instituição de ensino, mas também como espaço de formação humana e cristã para gerações de araxaenses.

Nas décadas seguintes, a paróquia se fortaleceu como centro espiritual e social, sob a orientação de diversos padres salesianos que, com zelo pastoral e espírito missionário, ampliaram a atuação da comunidade por meio de novas pastorais, obras sociais e capelas, tanto urbanas quanto rurais.

A Paróquia São Domingos tornou-se, ao longo dos anos, uma verdadeira referência espiritual para a cidade e toda a região. A devoção ao padroeiro, São Domingos de Gusmão, cresceu no coração do povo e se expressa especialmente nas tradicionais festas religiosas, procissões e no cuidado com a liturgia. Com o empenho da comunidade e o testemunho de leigos, consagrados e sacerdotes, a paróquia consolidou-se como lugar de acolhimento, fé e serviço.

Foi nesse contexto de rica trajetória pastoral que, no ano jubilar da presença salesiana em Araxá, e em resposta ao pedido do povo e do pároco, a Igreja Matriz de São Domingos de Gusmão foi elevada oficialmente à condição de Santuário. O decreto foi acolhido com grande alegria e gratidão por toda a comunidade, sendo assinado por Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo Metropolitano de Uberaba.

Esse reconhecimento não apenas confirma a importância espiritual e histórica do templo, mas também convida a comunidade a intensificar sua missão evangelizadora como “casa aberta a todos”, especialmente aos mais pobres e à juventude.

Na mesma ocasião, foi nomeado como primeiro reitor do Santuário São Domingos de Gusmão o Reverendíssimo Padre Jonathan Alex da Costa, SDB, que também exerce as funções de pároco e diretor da presença salesiana em Araxá. Com zelo, dinamismo e profundo amor à Igreja, o Padre Jonathan conduz o povo de Deus com espírito sinodal, promovendo uma Igreja em saída, viva, acolhedora e mariana.

Hoje, o Santuário São Domingos de Gusmão é expressão da fé de um povo que resiste, crê e serve. É lugar de bênçãos, encontros, formação e devoção, um verdadeiro sinal da presença de Deus em Araxá, enraizado na tradição e aberto ao futuro. Como dizia Dom Bosco: “Foi Ela quem tudo fez”. E é com Maria, São Domingos e Dom Bosco que este Santuário continua a escrever sua história.


O genitor de Padre Domingos originava-se da cidade do Porto, em Portugal, uma localidade onde a veneração a São Domingos de Gusmão é de longa data intensamente cultivada. O Convento da Ordem de São Domingos, em Porto, considerado o mais antigo de todos, foi fundado em 1238 pelos Frades mendicantes, poucos anos após a morte do santo, consolidando-se como um importante centro de devoção. Movido por essa piedade profundamente enraizada, o pai de Padre Domingos conferiu ao seu filho o nome do santo, perpetuando assim uma tradição religiosa que remonta à Europa. Padre Domingos, em uma manifestação de profunda devoção, fundou a freguesia dedicada a São Domingos de Gusmão, perpetuando a reverência ao santo e consagrando a sua memória em solo brasileiro, unindo, com tal gesto, as tradições de duas terras separadas pelo oceano, mas unidas pela fé.

A função do clero secular era zelar pela liturgia católica nas vilas, cidades e capelas rurais.

Estava diretamente submetido à hierarquia episcopal e fazia parte da folha de pagamento da Coroa portuguesa, como se fossem funcionários públicos. O rei de Portugal recolhia na colônia o dízimo e a côngrua cujo objetivo era compor o fundo destinado a sustentar as folhas de pagamento do clero secular. Todavia, somente os clérigos ligados às “freguesias coladas”, que eram paróquias de criação régia, é que eram sustentados pelo Estado. Neste contexto, a Lei nº 814 de 20 de outubro de 1791 criou a Paróquia do Araxá, decretada no reinado de D. Maria I como Rainha de Portugal.

É altamente provável que o Padre Domingos visasse, com sua transferência para a região, a fixação em uma paróquia que pudesse receber os donativos provenientes da Coroa. Esse movimento ocorreu no contexto de um fluxo migratório significativo, com muitos forasteiros guiando-se para o chamado ‘sertão da farinha podre’, atraídos pela descoberta das fontes salitradas, que se mostraram altamente propícias à pecuária. Esse novo cenário se passou paralelamente ao esgotamento das riquezas auríferas, que começaram a se tornar escassas, impulsionando, assim, a busca por fontes alternativas de subsistência e enriquecimento.

Registros históricos também atestam a transferência dos pais do Padre Domingos para a região, onde ele, já afastado de suas funções paroquiais, veio a falecer em sua propriedade rural, denominada Fazenda Babilônia.

Padre Domingos da Costa Pereira era natural da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição dos Carijós, hoje Conselheiro Lafaiete – Bispado de Mariana. Filho de José da Costa Ribeiro, natural e batizado na Sé do Porto, em Portugal, e Dona Maria de Pinho, natural da Freguesia do Orreense, bispado de Lamego, também em Portugal. Seus avós paternos Antônio da Costa Ribeiro, natural da cidade de São Mateus do Porto. Avós maternos foram Manoel Pereira Brandão e Jerônima de Pinho, naturais e batizados em São Miguel d’Outei Sua petição de ordenação foi aprovada em dezembro de 1759, sendo ordenado por Dom Frei Manoel da Cruz, primeiro bispo de Mariana.

Recebeu, na ocasião de sua ordenação, como patrimônio de seus pais “uma rossa de terras e três escravos por nome Gracia e Antonio e outro Antonio, todos de nação Angola, e hú rancho de capim nas ditas terras… cabeceira do Ribeirão da Vera Cruz, Comarca do Rio das Mortes.” A existência de um dote para ordenação dos clérigos era necessária naquela época, por serem poucas as paróquias que recebiam verba do governo colonial e para se evitar a multiplicação dos clérigos itinerantes em Minas, mais preocupados em satisfazer as cobiças que trabalhar no Reino de Deus. Foi capelão de Sant’Anna do Morro do Chapéu (atual Santana dos Montes, MG), de 1761 a 1765, a partir de quando se torna vigário coadjutor de Carijós (atual Conselheiro Lafaiete, MG). Em 1771 tornouse capelão da arraial do Japão (atual Catas Altas da Noruega, MG).

Em 1791 foi nomeado o primeiro vigário da freguesia de São Domingos do Araxá, onde construiu a primitiva igreja matriz. Encontra-se no registro do Arquivo Ultramarino de Portugal um requerimento do Padre Domingos da Costa Pereira solicitando licença para erigir Ermitas, expondo sua intenção de edificar tais templos, demonstrando a preocupação religiosa e a necessidade de fortalecimento da fé. O professor Luiz Gonzaga da Fonseca, em sua obra “História de Oliveira (1961)”, relata que, enquanto muitos se dedicavam à exploração do ouro, o Padre Domingos voltava sua atenção para a catequese dos africanos, tanto os que já se encontravam nos quilombos quanto os que chegavam nos comboios. Sua missão também se estendia aos índios Cataguás sobreviventes, buscando levar-lhes os princípios da doutrina cristã.

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