Neste ano de 2026, o nosso Reitor-Mor, Padre Fábio Attard, convida-nos a meditar nossa vocação como Família Salesiana, à luz do convite de Maria aos serventes nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
O discípulo de Jesus é, antes de tudo, um ouvinte de Sua Palavra. O discipulado nasce da escuta atenta à voz do Senhor, que continua ressoando em nossos ouvidos. Como Família Salesiana, o Senhor convida-nos a sermos autênticas testemunhas do Reino entre os jovens.
Neste ínterim, Maria Auxiliadora surge como “Mãe e Mestra”: Mãe que nos educa à fé em Jesus Cristo; Mestra que nos ensina a conquistar o coração dos jovens para levá-los a experimentar a beleza do encontro com o Senhor.
As bodas de Caná, no Evangelho de João, são a manifestação de Jesus no início de Sua vida pública. Esta perícope joanina, tão conhecida por todos nós, é permeada por uma espiritualidade cristológica e mariológica. Essa festa de casamento, símbolo da aliança entre Deus e o Seu povo, revela-nos que Cristo é o Esposo e a Igreja é a noiva.
O vinho novo nas talhas da purificação judaica é sinal do novo tempo instaurado por Cristo. Ele, o Filho de Deus feito homem, é a realização plena da vida humana. Nesta belíssima cena, Maria antecipa a hora da revelação de Cristo, favorecendo o despertar da fé dos discípulos, que “passam a crer em Cristo e começam a caminhar com Ele”.
De Caná até os nossos dias, a Virgem Mãe continua despertando o nosso coração para acolhermos e colocarmos em prática as Palavras do Senhor.
Para nós, filhos e filhas de Dom Bosco, Auxiliadora é o título mariano que sintetiza nossa relação com Maria. Acreditamos que, em nossa vida e missão junto aos jovens, ela permanece exercendo sua missão de intercessora. Além disso, sua presença entre nós convida-nos a voltar constantemente os ouvidos do nosso coração à voz de Cristo, o Bom Pastor, que nos chama a sermos, entre os jovens, sinais críveis do amor e da bondade de Deus.
Nestes dias de preparação para a festa de Maria Auxiliadora, deixemo-nos interpelar pelo seu convite: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), permanecendo atentos ao que nos pede o Senhor. Como os serventes em Caná, façamos o que o Senhor nos pedir e, como o mestre-sala, saboreemos o vinho novo, que é o próprio Cristo, sustento da nossa vida e sentido pleno da nossa ação pastoral junto aos jovens.
Cleyson Fellipe, SDB
1º Dia: Maria Auxiliadora, Mãe e Mestra em Caná
Em nome do Pai...
Música:
Põe tua mão, minha Rainha,
Põe tua mão antes da minha.
És nossa Mãe Auxiliadora,
roga por nós! (2x)
Leitor:
Como em Caná, Maria continua, ainda hoje, a ter uma missão fundamental nesse processo. É ela quem, ao caminhar conosco, convida-nos a dar o passo da fé — uma fé assumida livremente, para podermos ser servidores autênticos.
Esse mesmo processo, feito de fé, liberdade e serviço, foi vivido por Dom Bosco ao longo de sua vida. Também Dom Bosco, desde o sonho dos nove anos, reconheceu Maria como Mãe e Mestra que o sustentava na fé e lhe dava coragem para ser um servidor livre entre os jovens, no campo por ela indicado (ATTARD, 2025, p. 15).
Todos:
Ó Maria Auxiliadora, Mãe e Mestra, assim como em Caná fizestes com os serventes, e assim como em Valdocco fizestes com Dom Bosco, indica-nos sempre o Teu Filho Jesus como o único caminho que plenifica a nossa vida.
ORAÇÃO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA
Ó Maria, Virgem poderosa,
Tu, grande e ilustre defensora da Igreja;
Tu, auxílio maravilhoso dos cristãos;
Tu, terrível como exército ordenado em batalha;
Tu, que destruíste toda heresia em todo o mundo:
nas nossas angústias, lutas e aflições,
defende-nos do inimigo;
e, na hora da morte,
acolhe nossa alma no Paraíso.
Amém.
Ave-Maria (3x)
seguida da jaculatória:
“Querida Mãe Virgem Maria, fazei que eu salve a minha alma.”


