No Centro Salesiano do Aprendiz (CESAM) de Goiânia, o desenvolvimento juvenil vai muito além da inserção profissional e da transmissão tradicional de conteúdos. No Programa de Socioaprendizagem da instituição, as metodologias ativas têm se tornado ferramentas essenciais para tornar os aprendizes protagonistas do próprio processo formativo. Essas abordagens pedagógicas colocam o jovem no centro da aprendizagem, estimulando a participação, a autonomia, o pensamento crítico e a resolução de problemas. Desse modo, a qualificação socioprofissional aproxima teoria e prática por meio de experiências dinâmicas, envolventes e conectadas à realidade do mundo do trabalho.

No CESAM Goiânia, as metodologias ativas são aplicadas em diferentes módulos e iniciativas do Programa de Socioaprendizagem, permitindo que os jovens desenvolvam competências técnicas, sociais e comportamentais de forma integrada. Entre as práticas utilizadas está a sala de aula invertida, metodologia em que os jovens têm contato prévio com conteúdos a serem aprofundados nos encontros presenciais. Os estudos de caso também fazem parte da rotina formativa da instituição. Em atividades inspiradas em situações reais, os jovens são convidados a analisar problemas, construir argumentos e tomar decisões coletivamente.

As metodologias ativas buscam ampliar o envolvimento dos aprendizes e incentivar uma postura mais participativa diante do conhecimento. De acordo com a educadora social Mônica Godoi, essas estratégias educativas contribuem diretamente para tornar a aprendizagem mais significativa e próxima da realidade vivida pelos jovens. Segundo ela, essa abordagem permite que o aprendiz vivencie a socioaprendizagem de maneira mais crítica e participativa. “Quando o jovem deixa de apenas ouvir e passa a experimentar, discutir, criar e resolver situações práticas, o aprendizado acontece de forma muito mais profunda. Ele se sente parte do processo e consegue enxergar sentido naquilo que está aprendendo.”

Outra metodologia aplicada no CESAM Goiânia é o desenvolvimento de projetos interdisciplinares, que estimulam criatividade, planejamento e trabalho em equipe. No Projeto de Marketing, por exemplo, os jovens elaboram campanhas, produzem materiais gráficos e criam estratégias de comunicação. Já nas iniciativas de conscientização, os aprendizes pesquisam e promovem reflexões sobre temas sociais relevantes, desenvolvendo senso crítico e responsabilidade social. No Programa de Socioaprendizagem, o design thinking é trabalhado especialmente durante o Projeto de Empreendedorismo Juvenil. A metodologia incentiva os jovens a identificar problemas, pensar soluções criativas e estruturar ideias inovadoras a partir da realidade do mercado. Durante o projeto, os aprendizes vivenciam etapas de criação de empresas, planejamento estratégico e apresentação de negócios para bancas avaliadoras.

Para o aprendiz Marcos Blohem, participar dessas atividades torna a formação mais dinâmica e ajuda a desenvolver habilidades que serão levadas para a vida profissional. Segundo ele, os projetos despertam mais interesse e fazem com que os jovens se sintam realmente envolvidos na aprendizagem. “A gente aprende praticando e trabalhando em grupo. Acredito que facilita bastante o nosso crescimento porque conseguimos entender melhor os conteúdos. Aprendemos a trabalhar em equipe e a nos comunicar melhor com as pessoas. No trabalho, isso é essencial.”

As dramatizações também fazem parte das metodologias utilizadas pela instituição. Em simulações de atendimento ao cliente e situações do ambiente corporativo, os jovens exercitam comunicação, postura profissional, resolução de conflitos e relacionamento interpessoal. Além disso, oficinas e palestras temáticas da Formação Permanente de Aprendizes complementam o processo formativo com atividades voltadas ao desenvolvimento de competências específicas. Os encontros envolvem desde conscientização social e tecnologia até organização, comunicação e resolução de problemas, sempre buscando estimular o protagonismo juvenil.

“As metodologias ativas desempenham um papel fundamental no crescimento integral dos nossos aprendizes. Ao promoverem a independência e o senso de responsabilidade, elas incentivam a reflexão crítica, reforçam competências socioemocionais, como empatia e colaboração, e conectam o conteúdo à vivência dos jovens. Elas são nossas grandes aliadas, pois ampliam o envolvimento e o interesse pela aprendizagem e preparam a juventude de maneira mais prática para o mercado de trabalho. Em outras palavras, o aprendiz deixa de ser um simples espectador e se torna protagonista da própria formação”, ressalta Mônica.
A aprendiz Yasmim Ferreira destaca que as metodologias utilizadas tornam os encontros mais dinâmicos e aproximam os conteúdos do dia a dia dos jovens. Ela afirma que a participação ativa nas atividades faz com que o aprendizado aconteça de maneira mais natural. “Nós participamos, damos opiniões, criamos ideias e aprendemos juntos. Um exemplo disso são os encontros da integração que temos antes de começar a trabalhar, que ajudam bastante no nosso desenvolvimento antes de irmos para a empresa. Isso motiva muito mais e nos faz amadurecer como pessoas e profissionais.”
Ao integrar metodologias ativas ao Programa de Socioaprendizagem, o CESAM Goiânia fortalece uma formação conectada às transformações da educação e às demandas do mundo do trabalho. Mônica reforça a mudança significativa na participação e no envolvimento dos jovens nas atividades quando essas abordagens são adotadas. “Eles demonstram maior autoconfiança, desenvolvem habilidades para solucionar problemas e vivenciam uma socioaprendizagem transformadora. Essas experiências contribuem a formação de jovens autônomos e mais preparados para atuar em diferentes espaços do mercado de trabalho. Esse processo faz com que os aprendizes desenvolvam não apenas competências profissionais, mas também uma postura mais participativa, colaborativa e comprometida com a própria trajetória.”

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